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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Centurião - Resenha de Filme


Fonte da imagem: IMDb.

Uma legião romana aniquilada em quase toda sua totalidade, uma tentativa de resgate e batalhas sangrentas com elevado grau de realismo, assim é Centurião (Centurion, 2010), filme escrito e dirigido por Neil Marshall. Não gostei muito do Abismo do Medo, mas gosto da direção dele, acho bastante competente.

O filme é relativamente curto - pouco mais de uma hora e meia - e a história é preenchida com belos cenários, ora paisagens cobertas de gelo, em outras pradarias (definitivamente não é daquelas que vende pães).

As batalhas com grandes exércitos são poucas, mas retratam bem como espadas atravessavam corpos e arrancavam nacos de carne, e partiam crânios, pedaços de cabeças voando por todos os lados. As lutas menores são viscerais e bem coreografadas, lâminas adentrando nos corpos e flechas varando-nos.

Os cenários são bem vistosos e as vestimentas bem detalhadas, dando boa credibilidade ao filme. Há boas interpretações, gostei especialmente de Liam Cunningham, seu personagem trás um pouco de alívio cômico.

Apesar de bem produzido em seu início e meio, na parte final o longa-metragem deixa um pouco a desejar pelo seu apressado final, a impressão que tive foi a de que faltaram recursos financeiros para concluir o projeto e foi terminado às pressas.

O que eu gostei: Olga Kurylenko e Imogen Poots.

O que eu não gostei: Dos créditos iniciais e finais, feio demais a forma como foram utilizadas as letras.

Nota: 50%

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Círculo de Fogo - Resenha de Filme


Fonte da imagem: IMDb

Começo esta pequena resenha dizendo: "Que filme foda pra caralho!". Através de um portal nas profundezas oceânicas, uma invasão alienígena é iniciada e monstros gigantes começam a invadir o nosso planeta. Uma maneira que a humanidade encontrou para se defender é criando seus próprios monstros, os tais robôs.

Agora imagine você que isso é contado logo nos primeiros minutos da película, portanto posso afirmar que Círculo de Fogo (Pacific Rim, 2013) possui uma história boa, pois é simples, diverte e onde precisa ser mais complexo é bem claro e didático, por exemplo, na apresentação dos personagens ou na explicação da anatomia de máquinas e monstros.

A passagem na qual é narrada o passado da personagem Mako Mori (Rinko Kikuchi) é feita de uma maneira muito bonita: as ruas vazias repletas de cinzas e a personagem retratada em sua infância, correndo desesperadamente, interpretada pela linda e graciosa atriz Mana Ashida, que expressões fantásticas ela consegue fazer, incrível, realmente incrível.

Os detalhes das máquinas e monstros são fantásticos, porém em alguns momentos a textura da pele das criaturas parecia bastante artificial. Em grande parte na cena em que a dupla de monstros ataca Hong Kong. Pode ser que a utilização do recurso 3d tenha ressaltado esses "defeitos". A impressão que fica é a de um CG (Computação Gráfica) de jogo de videogame.

As interpretações dos atores não variam muito durante o longa-metragem. Algumas passagens evidenciam exageradamente o nível de importância dos protagonistas, como na cena em que Hong Kong é invadida, a impressão de que os personagens estavam pensando "se fodem aí" era perceptível, analogamente, é como se o melhor jogador de um time - de qualquer esporte - estivesse no banco de reservas e só esperando a chance para entrar em campo. Essa falta de sensibilidade aponto como falha no roteiro.

Idris Elba é um bom ator, mas ele poderia falar sem gritar a todo o momento.

Como eu ia me esquecendo da coisa mais importante de Círculo de Fogo?! Refiro-me às lutas entre robôs e monstros! São fabulosas, pois é possível ver o que acontece durante o embate, raros são os momentos nos quais há confusão, ao contrário do que acontece em alguns filmes de robôs transformistas.

O que eu gostei: quase tudo.

O que eu não gostei: da falta de mais temas incidentais.

Nota: 99% ah, que se foda, 100%

domingo, 23 de novembro de 2014

Robocop - Resenha de Filme


Fonte da imagem: IMDb

Ao assistir a nova versão de Robocop (2014), com direção de José Padilha, foi impossível não ficar relembrando o clássico de 1987, com direção de Paul Verhoeven, pois inúmeras são as referências. A primeira metade do filme é insuportável, pois apresenta o personagem a quem desconhece a versão original, e a segunda metade oscila entre o regular e o bom.

A discussão sobre a utilização de máquinas (robôs e drones) na segurança pública eu achei interessante, pois logo no início do longa-metragem há uma cena em que um ED-209 não consegue diferenciar uma arma letal na mão de um adulto e uma faca na mão de uma criança.

A fraqueza notável do prefeito de Detroit perante o presidente Raymond Sellars (Michael Keaton) da OmniCorp - aliás, pra mim não é porra nenhuma de OmniCorp, é OCP porra! - mostra a submissão que o político tem em relação ao empresário.

Em várias partes do filme há um embate entre um político mais conservador e o ganancioso empresário, seja pessoalmente ou por intermédio de um programa televisivo apresentado por Samuel L. Jackson, que representa um apresentador a favor do uso de máquinas e extremamente patriota.

Substituir a policial Lewis, no original loira, feia e baixinha, por um afrodescendente, feio também, e ter mudado o sexo do chefe de polícia em nada acrescentou a história, ao contrário da versão original, onde a policial tinha papel de destaque.

O que eu gostei: das apagadas atrizes Abbie Cornish, que faz a esposa de Alex Murphy (Joel Kinnaman); Jennifer Ehle, que interpreta a assistente de Raymond Sellars; e Aimee Garcia que faz a auxiliar do doutor Dennett Norton, interpretado pelo ator Gary Oldman. Aliás, as atuações de Michael Keaton, Gary Oldman e Samuel L. Jackson estão muito boas.

Hocus Pocus, clássico da banda Focus, em determinada parte do filme foi uma grata surpresa, apesar de não ter combinado muito com a cena.

O que eu não gostei: praticamente de todo o resto, a começar pelas armaduras do Robocop, os designs são bacanas, porém a armadura de 1987 é insuperável.

Joel Kinnaman pode ser um bom ator, não é o caso neste filme, mas não chega aos pés do carismático Peter Weller, o Alex Murphy da versão de 1987.

A ausência de um marcante vilão, na versão original havia pelo menos dois vilões carismáticos Clarence J. Boddicker (Kurtwood Smith) e o presidente da OCP, Dick Jones (Ronny Cox). Apesar da trama mais elaborada nesse reboot, um filme como esse precisa de um mega vilão foda!

A péssima utilização do tema de Basil Poledouris, só toca no início e nos créditos finais, vergonhoso, a música é épica demais para ser subaproveitada dessa maneira.

Enfim, apesar de ser um filme que almeja discutir os problemas da atualidade, esquece que um filme de ação hollywoodiano é apenas um filme de ação, podendo levantar questões sociais e políticas, mas em primeiro lugar vem a diversão, depois toda a questão moral e ética. Robocop bom é o de 1987.

Nota: 50%

Capitão Phillips - Resenha de Filme


Fonte da imagem: Clickfilmes

O filme Capitão Phillips (Captain Phillips, 2013) pode ser dividido em duas partes bem distintas, a primeira contando a história da tripulação - sob o comando do Capitão Richard Phillips, interpretado por Tom Hanks - do navio cargueiro US-flagged MV Maersk Alabama até ele ser abordado por um pequeno bando de piratas somalis, e a segunda parte focado no bando de piratas e no Capitão Phillips.

Abordando um tema que estava com grande destaque na imprensa mundial, o diretor Paul Greengrass (A Supremacia Bourne, O Ultimato Bourne, Zona Verde) conseguiu realizar um filme que prende a atenção do telespectador usando um elenco com grande número de atores desconhecidos - este que vos escreve só conhece o ator Tom Hanks - e, relembrando os trabalhos anteriores do diretor, ele gosta muito de usar locações e militares reais - como já vistos em trabalhos anteriores - para tornar as cenas as mais reais possíveis, e devo admitir que estão perfeitas.

Havia eu falado sobre prender a atenção do telespectador, havia alguns momentos em que o longa metragem se aproximava de situações em que nada aconteceria e um tédio se apossaria de quem assistisse, diretor e roteirista - Billy Ray adaptando o livro escrito pelo Capitão Richard Phillips - bolaram algumas surpresas que tornam a reacender a atenção pela película.

Na segunda parte do filme, é perceptível o sofrimento causado pela falta de recursos: alimentares e médicos, e ainda o pequeno espaço claustrofóbico, tornando ainda mais desesperador o convívio entre as pessoas, mesmo entre os próprios criminosos que começaram a se estranhar.

O que eu gostei: da história, ainda mais por ser baseada em fatos reais. A atuação de Tom Hanks, principalmente na parte final do filme, extremamente convincente e comovente, é de arrepiar os cabelos dos braços. É admirável como o ator convence no papel de capitão de navio.

O que eu não gostei: a longa duração, apesar das surpresas já citadas, algumas cenas em que nada acontecem estão prolongadas com certo excesso.

Nota: 85%

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O Apocalipse - Resenha de filme


Fonte da imagem: AdoroCinema

O Apocalipse, título brasileiro de Left Behind (2014), é um filme catástrofe que lembra bastante os longa-metragens produzidos em grande escala nas décadas de 1980 e 1990. A trama começa com um desencontro entre a filha, vivida pela atriz Cassi Thomson, o pai, interpretado pelo ator Nicolas Cage. Logo no início já temos alguma ideia de que se trata de uma família desestruturada e adivinhe qual a causa minha gente? A culpada da desunião é a religião! Até rimou.

Por culpa do extremismo religioso da mãe, interpretada pela atriz Lea Thompson, a filha ficou revoltada e o pai resolveu procurar uma amante. Somos apresentados logo no início a um personagem que é um repórter investigativo, interpretado por Chad Michael Murray, que terá um papel "fundamental" na trama. Já que a beleza de Nicolas Cage já não é a mesma de outrora, aliás, nunca foi, então era preciso forçar a barra e inserir um bonitão na história.

Ah sim, a história começa num aeroporto, Nicolas Cage é um piloto de avião e para fugir da família com a amante resolve voar para Londres. E embarca na viagem o mala do tal repórter investigativo, ficando a filhinha coitadinha para trás.

Avião no ar, filha briga com a mãe e leva o irmão para dar um rolê (tradução: passeio) no Xopis (Shopping Center em idioma selvagem) e eis que acontece o impossível! Tem-se início O Apocalipse! Sim meus caros, num passe de mágica, milhares de pessoas somem instantaneamente e o caos é instaurado no mundo: bebês e crianças somem, alguns adultos, motoristas de carros dirigindo e apertem os cintos, o piloto sumiu! Não, não o Nicolas Cage, o outro coadjuvante cujo nome nem procurei no IMDB.

A partir daí são intermináveis os momentos de desespero e embromação, com alguns alívios cômicos por conta do ator Martin Klebba, que faz diversas piadas, todas desnecessárias verdade seja dita, desde a estatura do anão e até algum gracejo com religião. E nisso tome correria por parte da irmã que fica desesperada por conta do desaparecimento do irmão, eu já disse que ela tem um irmão não disse?! E assim vai até quase o encerramento da película.

O que eu gostei do filme foram das tetas gostosas da atriz Cassi Thomson, em diversas partes a câmera safadamente dava um discreto close no decote de sua camisa. Gostei também dos seios fartos da atriz Nicky Whelan que insistiam em desabotoar o uniforme de comissária de bordo (ôxi, que coisa feia, não é mais para chamá-las de aeromoças! Dublagem fail!) E da clone de Lady Gaga, Georgina Rawlings, que em dado momento fica em pé e a silhueta de seu belíssimo corpo é contornado por uma blusa cinza de tecido fino e delicado.

O que eu não gostei foi da trama, imagina, o filme todo é uma contradição, a começar pelo título nacional, nem ouvi as trombetas dos anjos, e olha que o som da sala de cinema estava bem alto. As imagens do avião voando pareciam de arquivo, pois não batiam com a qualidade de imagem das outras sequências. Muitos personagens sendo apresentados, de repente um surta e desaparece, não se cria um vínculo do personagem com o telespectador. Há destaque demais a personagem de Cassi Thomson, enfim, a salvação verdadeira está em não assistir ao filme.

Nota: 10%

domingo, 17 de julho de 2011

Coragem Sob Fogo

Coragem Sob Fogo (Courage Unde Fire, USA, 1996)
Duração: Aproximadamente 117 minutos
Gênero: Drama, Guerra
Diretor: Edward Zwick (O Último Samurai, Nova York Sitiada)
Roteirista: Patrick Sheane Duncan (Tempo Esgotado)
Elenco: Denzel Washington, Meg Ryan, Lou Diamond Phillips, Michael Moriarty,Matt Damon, Bronson Pinchot, Seth Gilliam, Regina Taylor, Zeljko Ivanek, Scott Glenn, Tim Guinee, Tim Ransom, Sean Astin


Como é?

Durante a Guerra do Golfo (1990 - 1991), a capitã Karen Walden (Meg Ryan) morre durante ação e findada a guerra, como homenagem, o governo dos EUA querem condecorá-la com a Medalha de Honra, a homenagem mais importante que um militar estadunidense pode receber, e cabe ao tenente-coronel Nat Serling (Denzel Washington) fazer uma investigação para ver se Walden merece ou não receber a honraria.

E?

O filme não se restringe apenas à investigação do personagem de Denzel Washington, há também o drama de Nat Serling. Durante a Operação Tempestade no Deserto, o tente-coronel, equivocadamente, ordenou o ataque a um tanque aliado causando a morte de um grande amigo seu, esta culpa pela morte do companheiro o leva a um elevado grau de depressão cujo isolamento, deixando para trás esposa e filhos, e alcoolismo são os únicos refúgios encontrados para que ele possa ter um pouco de paz.

Durante a investigação do personagem de Denzel Washington, ele encontra problemas, nos depoimentos dos quatro militares que acompanhavam a personagem de Meg Ryan, pois como há dados incompatíveis com as informações coletadas, acredita-se que exista alguma inverdade ou fato não revelado que só é totalmente esclarecido ao final do filme.

Um fato interessante de Coragem Sob Fogo é a forma com que muitas instituições públicas, não apenas o exército, sempre buscam uma forma de manter as aparências escondendo as sujeiras que seus colaboradores cometem a fim de não prejudicar sua imagem, ou seja, nada de transparência e cabe a imprensa sempre buscar a verdade, aqui personificado pelo personagem do ótimo ator Scott Glenn.

Eu gosto muito de ver filmes antigos, se bem que um filme de 1996 não é tão velho assim, não apenas pelo contexto histórico da época, mas também pelo fato de você ver atores consagrados mais novos, caso do ator Matt Damon, por exemplo, está franzino neste longa metragem, encaixando-se perfeitamente no perfil de personagem que o filme pede. Há também uma pequena participação de Sean Astin, um pouco acima do peso, lembrando o personagem Samwise Gamgee (O Senhor dos Anéis).

Vale a pena?

Como filme de guerra ele é bem fraquinho, o início do filme tem uma cena de combate e nos depoimentos dos militares também há um pouco de ação na forma de flashback. O restante do filme se concentra em investigação e drama com notória interpretação de Denzel Washington. Uma coisa que eu não gostei é a forma como o drama familiar de Nat Serling foi trabalhado, achei que faltou sensibilidade, principalmente na relação do pai com os filhos. Curiosamente, achei interessante o fato de Meg Ryan e Washington não trocarem um diálogo sequer e ao final do filme, eu fiz o que muitos devem ter feito, retornar ao início do filme para averiguar um pequeno detalhe.

Agradecimentos ao amigo Jailton pelo empréstimo do DVD.

Artigo postado também em Perguntas Intrigantes - Livre.

Nota: 70% (Bom)

Trailer

Gatas Foot Thumbs Up


Meg Ryan


Amy Hathaway

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Filmes que Andei Assistindo #13


Ninja Assassino (Ninja Assassin, EUA / Alemanha, 2009)
Tekken (Tekken, Japão / EUA, 2010)
Scherlock Holmes (Scherlock Holmes, EUA / Alemanha / Reino Unido, 2009)
Hulk (Hulk, EUA, 2003)
Fogo Contra Fogo (Heat, EUA, 1995)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Filmes que Andei Assistindo #12

Necronomicon: O Livro Proibido dos Mortos (Necronomicon, França / EUA, 1993) - Apesar dos efeitos especiais não serem primorosos, este filme possui seu charme, em especial no que tange a boas histórias, uma vez que são baseadas em contos de H. P. Lovecraft. Os três segmentos que compõem o filme, quatro se levarmos em conta a fictícia aventura do personagem H. P. Lovecraft, são bons, em especial o primeiro dirigido por Christophe Gans (O Pacto dos Lobos e Terror em Silent Hill) e o terceiro dirigido por Brian Yuzna (A Noiva do Re-Animator) que é bem gore.

Sinopse: Nos anos 30, H. P. Lovecraft busca inspiração no Necronomicon para escrever suas histórias.
Nota: 85%

Atração Perigosa (The Town, EUA, 2010) - O filme remete a dois filmes, Caçadores de Emoção e Fogo contra Fogo, mas apesar de ser um bom filme, o resultado não é tão bom quanto os citados. Atração Perigosa possui qualidades que o tornam bastante curioso, pois no elenco encontramos diversos figurantes que já tiveram passagem por crimes que contribuíram para fazer a má fama de Charlestown, um bairro de Boston. O filme é bastante convincente, principalmente nas cenas dos assaltos. Infelizmente como meu inglês é precário, soou indiferente o sotaque dos moradores de Boston. Ben Affleck atua, dirige e também contribui com o roteiro, então ele se sente no direito de contracenar mais intimamente com as atrizes Rebecca Hall e Blake Lively. A atuação de Pete Postlethwaite, falecido em 2 de janeiro deste ano, poderia ter sido passável, mas em uma importante cena do filme, o ator mostra seu grande talento.

Sinopse: Doug MacRay (Ben Affleck) é líder de um grupo de ladrões que deseja largar a vida de crime, mas se vê forçado a adiar sua aposentadoria mediante alguns problemas.
Nota: 85%

A Rainha (The Queen, 2006) - Um filme biográfico tedioso e arrastado, a atuação de Helen Mirren como A Rainha Elizabeth II do Reino Unido é impecável, mas a trama é extremamente tortuosa querendo mostrar um lado humano de Sua Majestade, porém ela se mostra tão sensível quanto a mão de um pedreiro. Poderíamos analisar as circunstâncias que a levaram a ter um caráter extremamente racional como monarca e chefe de Estado do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte entre outras regiões, mas acredito não ter material suficiente para traçar o perfil de Sua Majestade através de um filme e também este blog não é o lugar mais apropriado para este tipo de matéria.

Sinopse: Com a morte da princesa Diana, o mundo e em especial o povo britânico se encontram em profunda tristeza. O então recém-eleito Primeiro-Ministro, Tony Blair (Michael Sheen), tenta conversar Sua Majestade, A Rainha Elizabeth II, a fazer um pronunciamento aos seus súditos.
Nota: 50%

Taxi Driver (Taxi Driver, 1976) - Uma direção primorosa de Martin Scorcese, com brilhante roteiro de Paul Schrader e um elenco de tirar o chapéu, em especial Roberto de Niro interpretando o amalucado Travis Bickle. A ambientação sórdida e decadente de uma cidade infestada de pessoas da pior estirpe é totalmente condizente com algumas regiões de nossas cidades tornando esta película uma obra-prima bastante atual. Com tal cenário não é difícil prever que alguns homens surtam e tentem impor uma palavra de ordem através de ações nada ortodoxas. Uma crítica social onde o protesto se faz não por meio de palavras, mas em práticas concretas.

Sinopse: Travis Bickle é um taxista atormentado que tem na garota de programa, Iris (Jodie Foster), seu projeto de vida, tira-la da prostituição e assim ter sua redenção.
Nota: 100%

Sucker Punch - Mundo Surreal (Sucker Punch, EUA / Canadá, 2011) - Delirante viagem excessivamente moralista, recheado de garotas em trajes ousados que favorecem deliciosamente suas curvaturas em período incerto, possivelmente a década de 50. Visualmente deslumbrante, um misto de O Labirinto do Fauno e Capitão Sky e o Mundo de Amanhã, infelizmente começa a perder o fôlego no decorrer do filme, culpa do roteiro irregular que reservou as boas surpresas para os primeiros dois terços do longa. Assistir a Sucker Punch - Mundo Surreal é ter a experiência em live action de alguns daqueles animes com personagens magrelas de forte apelo sexual e com tanta força quanto qualquer Mr. Olympia.

Sinopse: Baby Doll (Emily Browning) é internada em um hospital psiquiátrico por seu pai (Gerard Plunkett) após um grave acidente.
Nota: 60%

sábado, 16 de outubro de 2010

O Lutador

O Lutador (The Wrestler, EUA, 2008)
Duração: Aproximadamente 109 minutos
Gênero: Ação, Drama
Diretor: Darren Aronofsky
Roteirista: Robert D. Siegel
Elenco: Mickey Rourke, Marisa Tomei, Evan Rachel Wood, Mark Margolis, Todd Barry, Wass Stevens, Judah Friedlander, Ernest Miller, Dylan Keith Summers, Tommy Farra, Mike Miller, Marcia Jean Kurtz, John D'Leo, Ajay Naidu, Gregg Bello
Como é?

Randy "The Ram" Robinson (Mickey Rourke) é um lutador de luta livre, outrora muito famoso durante os anos 80, 20 anos depois se encontra com diversos problemas, entre eles financeiros, de saúde e familiares. Para se manter, alia a profissão de lutador com outros pequenos serviços, porém, o futuro lhe reserva a chance de corrigir os erros cometidos no passado.

E?

Em O Lutador, há um interessante paralelo entre a vida do personagem Randy e do ator Mickey Rourke, ambos tiveram um período de vacas gordas e depois um longo período de vacas magras. Mickey Rourke se entrega de corpo e alma ao personagem lutador, uma grande atuação, mas que infelizmente não lhe rendeu um merecido Oscar.

Outra grande atuação é a de Marisa Tomei no papel da stripper Cassidy, então com pouco mais de quarenta anos, apresentou-se em excelente forma física, mas não que sua atuação resumisse apenas a rebolar e mostrar seus peitos. A atuação rendeu à atriz a chance de ganhar um segundo Oscar, o primeiro Oscar foi de melhor atriz coadjuvante em Meu Primo Vinny, mas não levou.

Se a relação entre "The Ram" e Cassidy não deslancha, a relação entre pai e filha é muito pior. Pai ausente, praticamente viveu boa parte de sua vida afastado da filha, Stephanie (Evan Rachel Wood). Randy tenta aos poucos, com a filha já crescida, fazer uma reaproximação e reconquistar sua confiança.

Imagine uma linha reta para representar a vida do problemático Randy, em um ponto na extremidade da linha há a família, no outro ponto extremo há a luta livre e entre os pontos extremos há um ponto solto que representa Randy. Ele fica oscilando ora para um lado e ora para outro.

Uma característica crucial em O Lutador, é o fato de remeter constantemente aos anos 80, dizendo que a época era muito mais divertida, seja através da excelente trilha sonora ou em pequenos detalhes nas cenas. O próprio "The Ram" é um personagem que está preso ao passado, por exemplo há uma cena do filme em que Randy está com um amiguinho, uma criança do bairro, jogando um fictício The Wrestler em um NES.

Vale a pena?

Há três motivos para você assistir a este filme, o primeiro é se você é fã do saudoso Telecatch, WWE ou qualquer outro tipo de luta encenada, as lutas são maravilhosas. O segundo motivo é se você viveu nos anos 80 ou se interessa pelo período. O terceiro motivo é se você gosta de dramas familiares com profundidade, personagens tridimensionais, não há como não se emocionar com a história de Randy "The Ram" Robinson.

Nota: 100%

Gatas que valem um jóia com o dedão do pé

Marisa Tomei

Evan Rachel Wood

Andrea Langi

Erika Smith

Anna Karin Eskilsson

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Apocalypse Now

Apocalypse Now (EUA, 1979)
Duração: Aproximadamente 155 minutos
Gênero: Drama, Guerra
Diretor: Francis Ford Coppola
Roteirista: Francis Ford Coppola, John Milius, Joseph Conrad (livro)
Elenco: Marlon Brando, Martin Sheen, Robert Duvall, Frederic Forrest, Sam Bottoms, Laurence Fishburne, Albert Hall, Harrison Ford, Dennis Hopper, G.D. Spradlin, Jerry Ziesmer, Scott Glenn, Bo Byers, James Keane, Kerry Rossall, Ron McQueen, Tom Mason, Cynthia Wood, Colleen Camp, Linda Carpenter, Jack Thibeau, Glenn Walken, George Cantero, Damien Leake, Herb Rice, William Upton, Larry Carney, Marc Coppola, Daniel Kiewit, Father Elias, Bill Graham, Hattie James, Jerry Ross, Dick White, Christian Marquand, Aurore Clément, Michel Pitton, Franck Villard, David Olivier, Chrystel Le Pelletier, Robert Julian, Yvon LeSeaux, Roman Coppola, Gian-Carlo Coppola, Henri Sadardeil, Gilbert Renkens, Don Gordon Bell, Francis Ford Coppola, R. Lee Ermey, Jim Gaines, Evan A. Lottman, Nick Nicholson, Linn Phillips III, Pierre Segui, Vittorio Storaro, Henry Strzalkowski, Lonnie "Lono" Woodley

Como é?

Durante a Guerra do Vietnã, o capitão Benjamin Willard (Martin Sheen) recebe a missão de matar o coronel Walter Kurtz (Marlon Brando) que enlouquecera e criara um mundo paralelo em plena selva. Durante sua missão, o capitão Willard começa a questionar quais as razões que levaram o coronel Kurtz a deserdar e coloca a sua própria convicção em jogo.

E?

Obra-prima de Francis Ford Coppola, baseado no romance O Coração das Trevas de Joseph Conrad com roteiro de John Millius e do próprio Coppola, foi um filme que teve diversos problemas, troca de atores e equipe, atrasos nas filmagens, locações nas Filipinas que foram devastadas por tufões e Martin Sheen tendo um ataque cardíaco.

Fatos estes que contribuíram para alimentar toda a mítica em torno do filme, ora com passagens mais calmas, em outros momentos uma puta loucura, o filme é uma montanha russa desenfreada até o aparecimento do coronel Kurtz, praticamente um Darth Vader, um aterrorizante Marlon Brando, cuja apenas a presença é a encarnação do próprio mal.

Diversos atores conhecidos trabalharam em Apocalypse Now, a maioria fazendo pontas, um magricelo Harrison Ford, um louco Robert Duvall, Albert Hall, Laurence Fishburne, na época creditado como Larry Fishburne, e o mais louco de todos, Dennis Hopper, que vinha em maré baixa, bêbado e drogado, uma oportunidade em contracenar com Marlon Brando, mas simplesmente não há uma cena dos dois atuando juntos simplesmente porque Brando odiava Hopper.

Vale a pena?

Está entre os melhores filmes de guerra já concebidos, tratado de forma realista, diversos momentos memoráveis, uma viagem alucinógena regada a muita droga que quase destruiu a carreira de Francis Ford Coppola, diz Peter Biskind no livro Como a geração sexo-drogas-e-rock'n'roll salvou Hollywood que o coronel Kurtz seria a encarnação de Coppola nas telas.

Nota: 90%

Gatas que valem um jóia com o dedão do pé


Cynthia Wood


Colleen Camp


Linda Carpenter (Linda Beatty na época do ensaio da Playboy)

À Meia-Noite Levarei Sua Alma

À Meia-Noite Levarei Sua Alma (Brasil, 1964)
Duração: Aproximadamente 81 minutos
Gênero: Horror
Diretor: José Mojica Marins
Roteirista: José Mojica Marins, Magda Mei, Waldomiro França, Rubens F. Luchetti (argumento)
Elenco: José Mojica Marins, Magda Mei, Nivaldo de Lima, Ilídio Martins, Valéria Vasquez, Arildo Lima, Vânia Rangel, Graveto, Robinson Aielo, Avelino Marins, Laércio Laurelli, Mário Lima, Antônio Marins, Arildo Iruam, Geraldo Bueno, Genésio Carvalho, Eucaris Morais, Oscar Morais

Como é?

O terrível agente funerário Zé do Caixão (José Mojica Marins), odiado e temido pelos moradores de um vilarejo, é obcecado pela ideia de ter um herdeiro perfeito para que possa perpetuar seu sangue e para isso, procura a mulher ideal nem que para isso, tenha que matar a quem se atrever a atravessar seu ensandecido caminho.

E?

À Meia-Noite Levarei Sua Alma possui dois fatores que o coloca como um dos mais importantes filmes do cinema nacional, temos a primeira aparição do personagem mais famoso de José Mojica Marins, o mundialmente conhecido Zé do Caixão (Coffin Joe no exterior), concebido depois de um pesadelo que José teve certa noite, rapidamente fez anotações que levariam à criação do agente funerário.

Outro fator da importância de À Meia-Noite Levarei Sua Alma, segundo o DVD, é o fato de ser o primeiro filme de horror nacional, isso em 1964, em pleno regime ditatorial, traz um personagem genuinamente brasileiro, aliás, qual outro personagem de horror temos em nosso país?

Com diálogos rápidos e curtos, José Mojica Marins impõe dinamismo nas cenas, como a máxima de Glauber Rocha: "Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça", efeitos especiais simplórios, mas eficientes e as cenas escuras só alimentam a expectativa para ver qual o próximo mórbido ato de Zé do Caixão.

O baixo orçamento permitiu que José Mojica Marins construísse toda uma mitologia em torno do personagem, pois, não há como comparar o Zé do Caixão com qualquer figura do folclore nacional, nem a um bruxo pode ser comparado, pois o personagem Zé do Caixão é ateu, zomba de deus, quaisquer que seja, e o Diabo. Com seu peculiar código moral, as crianças são as únicas criaturas que Zé considera as de coração puro.

Vale a pena?

Eu recomendo, dos filmes que assisti do José Mojica Marins, este é um dos meus preferidos. Filmes de baixo orçamento normalmente são taxados como trash, toscos e lixos, não é o caso desta obra-prima do cinema nacional, temos um filme bem resolvido que não precisa apelar a modismos norte-americanos para fazer-se respeitar.

Nota: 90%

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O Encouraçado Potemkin

O Encouraçado Potemkin (Bronenosets Potyomkin, URSS, 1925)
Duração: Aproximadamente 75 minutos
Gênero: Drama, Histórico, Guerra
Diretor: Sergei Mikhailovich Eisenstein
Roteirista: Nina Agadzhanova, Nikolai Aseyev, Sergei M. Eisenstein, Sergei Tretyakov
Elenco: Aleksandr Antonov, Vladimir Barsky, Grigori Aleksandrov, Ivan Bobrov, Mikhail Gomorov, Aleksandr Levshin, N. Poltavtseva, Konstantin Feldman, Prokopenko, A. Glauberman, Beatrice Vitoldi, Brodsky, Julia Eisenstein, Sergei M. Eisenstein, Andrei Fajt, Korobei, Marusov, Protopopov, Repnikova, Vladimir Uralsky, Zerenin, Aleksanteri Ahola-Valo

Como é?

Em 1905, devido à insatisfação a tripulação do encouraçado Potemkin, principalmente em relação à comida, eles resolvem amotinar. A população de Odessa se junta aos revoltosos e o Czar resolve então enviar suas tropas para acabar com a bagunça e o que era um protesto relativamente pacífico, acaba em violento confronto com inúmeras perdas do lado dos revoltosos.

E?

O filme, claramente de ideologia comunista, é uma obra-prima de seu realizador, Sergei Mikhailovich Eisenstein. Precursor no uso de efeitos especiais e mestre na montagem, esse filme faz parte do movimento que ficou conhecido como "realismo socialista", o movimento artístico da já extinta União das Repúblicas Socialistas Soviética, por exemplo, uma característica marcante em O Encouraçado Potemkin é a não existência de um protagonista, mas a história é centrada no coletivo.

O Encouraçado Potemkin é uma aula de cinema, Eisenstein, com seus estudos sobre a cultura japonesa, utilizou-se da ideia dos pictogramas orientais, os kanjis, dois caracteres separados cada um possui significados diferentes, mas quando colocados juntos possuem um terceiro significado, ou seja, a junção de duas imagens, com o corte preciso, daria um significado à cena.

O Encouraçado Potemkin é dividido em cinco partes, a quarta parte é a mais famosa, cena a qual as tropas do Czar reprimem violentamente a população portuária, entre elas uma senhora, ela é assassinada e o carrinho de bebê que ela segurava desce as escadarias de Odessa sem controle. Brian De Palma faz uma homenagem ao filme soviético em Os Intocáveis (1987).

Vale a pena?

Eu recomendo, o filme é muito antigo, mudo ainda, mas a história é interessante e empolgante, a trilha sonora pode variar, pois não há uma oficial, esta que eu peguei possui músicas de Dmitri Shostokovich, há até uma curiosa versão com a trilha sonora do Pet Shop Boys. Antes de Orson Welles conceber a obra-prima Cidadão Kane, os soviéticos já possuíam O Encouraçado Potemkin.

Nota: 100%

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Silver Hawk

Silver Hawk (Silver Hawk, Hong Kong, 2004)
Duração: Aproximadamente 99 minutos
Gênero: Ação, Aventura
Diretor: Jingle Ma
Roteirista: Susan Chan, Jingle Ma
Elenco: Michelle Yeoh, Richie Ren, Luke Goss, Laurent Buson, Brandon Chang, Daming Chen, Kouichi Iwaki, Wu Sai Kit, Bingbing Li, Brandon Rhea, Max Ruddock, Lisa Selesner, Misato Tachibana, Lui Wei, Michael Jai White

Como é?

Michelle Yeoh (O Tigre e o Dragão, 007 - O Amanhã Nunca Morre) interpreta Lulu Wong, uma socialite que combate o crime sob a alcunha de Silver Hawk. Sendo vista como criminosa pela justiça, ela começa a ser caçada por um novo detetive que chega à cidade de Polaris, Rich Man (Richie Ren). Ambos terão que juntar suas forças quando um perverso vilão, Alexander Wolfe (Luke Goss), pretende conquistar o mundo.

E?

Silver Hawk lembra muito a história de certo Cavaleiro das Trevas, órfã, milionária, usa uma máscara para esconder sua identidade, bem tosca, diga-se de passagem, porém com um roteiro muito ruim. Assim como os filmes do Batman dirigidos pelo Joel Schumacher, em especial o horroroso Batman & Robin, o enredo é bastante infantilizado, diversas situações colocam a heroína em situações até cômicas, diversas cenas de ação são feitas durante o dia, uma situação estranha pelo fato de Silver Hawk ter de agir na clandestinidade.

Alexander Wolfe demora a dar as caras, aparece apenas depois de meia hora aproximadamente, um lamentável erro já que apenas a heroína não conduz bem um filme sozinha. Quando o vilão aparece descobre a identidade de Silver Hawk de maneira muito tola, mas ao invés de aproveitar a preciosa informação, Alexander simplesmente não faz nada. Prefere agir como o Charada de Batman Eternamente.

A escolha de Michelle Yeoh não foi das mais acertadas, apesar de ser uma atriz de filmes de ação, atriz a qual eu admiro, ela não ficou legal como Silver Hawk, talvez a escolha de uma atriz mais jovem teria sido mais acertada, senti vergonha alheia em certas partes. Richie Jen como detetive também não é nada convincente, ainda mais ao ter sua autoridade questionada diversas vezes, até por um sidekick fanboy de Silver Hawk.

Vale a pena?

Fuja, poucas cenas de luta empolgam, fora isto, nada se salva. Um tom mais sério talvez pudesse trazer um filme mais interessante. E não se engane com a propaganda enganosa na capa do DVD, Jingle Ma não dirigiu Arrebentando em Nova York, trabalhou no filme, mas não como diretor.

Nota: 15%

Se o filme é uma droga, pelo menos é um festival de mulher bonita, gatas que valem um jóia com o dedão do pé.


Michelle Yeoh


Lisa Selesner


Bingbing Li


Misato Tachibana

Dragon Tiger

Dragon Tiger (Dragon Tiger Gate, Hong Kong, 2006)
Duração: Aproximadamente 98 minutos
Gênero: Ação, Drama
Diretor: Wilson Yip
Roteirista: Wong Yuk-Long (manhua), Edmond Wong (roteiro)
Elenco: Nicholas Tse, Shawn Yue, Jie Dong, Li Xiao Ran, Yuen Wah, Kuan Tai Chen, Vincent Sze, Tommy Yuen, Sam Chan Yu-Sum, Alan Lam, Chung-Deng Lam, Yu Xing, Hua Yan, Sheren Tang, Yu Kang, Sit Lap Yin, Tam Chun Ho, Co Co Chan, Louis Koo, Toby Leonard Moore, Xiao Li Yuan

Como é?

Em Dragon Tiger há dois irmãos, Dragon Wong (Donnie Yen de Blade II e Herói) e Tiger Wong (Nicholas Tse), separados ainda crianças, ambos tiveram destinos diferentes. Enquanto Tiger cuida do lar em que cresceu, Dragon acaba trabalhando para a tríade. Os dois se reencontram anos depois e acabam tendo problemas com uma maligna organização conhecida como Lousha Gate.

E?

Baseado em um famoso, obscuro por estes lados do Atlântico, manhua de Hong Kong da década de 70, Dragon Tiger Gate ou Oriental Heroes, criação de Wong Yuk-Long, é um excelente filme de artes marciais, temos ótimos atores, a começar pelo veterano Donnie Yen.

Nicholas Tse e Shawn Yue, que faz Turbo Shek, trabalham muito bem. O único problema são os cabelos horrorosos do trio Donnie, Nicholas e Shawn. Nicholas Tse chega até a lembrar Rock Howard do jogo Garou Mark of the Wolves.

Shibumi (Yu Kang) é um vilão nota dez, a forma como ele resolve agir no filme é simples, mas funciona muito bem, sob uma falsa provocação, Shibumi resolve tirar satisfações pessoalmente e protagoniza com o veterano Yuen Wah (de Kung Fusão) uma das melhores cenas de luta.

As cenas de luta foram coreografadas pelo próprio Donnie Yen, garantindo assim excelentes combates, apesar de algumas cenas serem extremamente exageradas. A história é bacana, não possui reviravoltas, mas segura a atenção, apenas dando mais espaço para o porradeiro comer solto durante todo o filme.

Vale a pena?

Não li o manhua, logo não tenho como comparar o quão fiel o filme é, mas Dragon Tiger é um filme com muita ação do início ao fim. Assim como Stan Lee faz uma pontinha nos filmes dos heróis Marvel, Wong Yuk-Long aparece como Mestre Qi. Se a história mudasse um pouquinho, com o sequestro de uma mocinha de nome Marian, teríamos aí uma puta adaptação do clássico dos beat' em ups, Double Dragon.

Nota: 80%

Gatas que valem um jóia com o dedão do pé


Li Xiao Ran


Jie Dong

domingo, 19 de setembro de 2010

Mother - A Busca pela Verdade

Mother - A Busca pela Verdade (Madeo, Coreia do Sul, 2009)
Duração: Aproximadamente 128 minutos
Gênero: Suspense, Drama
Diretor: Bong Joon-ho
Roteiro: Park Eun-kyo, Bong Joon-ho, Park Wun-kyo
Elenco: Kim Hye-ja, Won Bin, Jin Ku, Yun Je-mun, Jeon Mi-seon, Lee Young-suk, Song Sae-Byuk, Moon Hee-ra, Cheon Woo-hee, Kim Byung-sun, Yeo Moo-yeong
Como é?

Yoon Do-joon (Won Bin) é um jovem com ligeiro problema mental, não consegue se lembrar facilmente de coisas recentes, e é condenado sem maiores investigações, por parte da polícia, pelo assassinato de uma jovem estudante, Moon Ah-jung (Moon Hee-ra). A mãe de Do-joon, interpretada magnificamente pela atriz Kim Hye-ja, começa uma investigação particular, com ajuda de um amigo de Do-joon, Jin-tae (Jin Ku).

E?

No lugar de um monstro, um assassinato, mas o drama familiar continua neste trabalho de Bong Joon-ho. Se em O Hospedeiro havia a busca incessante do pai pela filha raptada por um gigantesco monstro, em Mother - A Busca pela Verdade temos uma mãe que utiliza todas as suas forças para inocentar seu filho.

Junto com Park Chan-wook (Oldboy, Lady Vingança), Bong Joon-ho é outro grande diretor sul-coreano, com criativo e inusitado meio de contar histórias, especialista em filmar cenas caóticas, vide a cena do velório, consegue amenizar o drama, mesmo que levemente, com um pouco de humor. Diversas cenas jogadas aleatoriamente são perfeitamente amarradas ao longo do filme.

Bong Joon-ho bebe nas fontes hitchcockianas para contar este belíssimo suspense, o filme é tenso do início ao fim, como as simples cenas da mãe utilizando uma guilhotina manual para cortar plantas ou quando Kim Hye-ja derruba uma garrafa d'água e a câmera acompanha o líquido escorrendo pelo chão.

Vale a pena?

Se você é fã de cinema asiático, eu recomendo com certeza, tão bom quanto O Hospedeiro, Mother é uma obra-prima, faço as minhas as palavras do crítico de cinema, música e games Oliver do blog Perguntas Intrigantes - Livre: "Um rolo compressor na relação familiar", melhor definição que esta não há.

Nota: 100%

Gatas que valem um jóia com o dedão do pé


Moon Hee-ra


Jeon Mi-seon


Cheon Woo-hee

sábado, 18 de setembro de 2010

Morrer ou Viver

Morrer ou Viver (Dead or Alive: Hanzaisha, Japão, 1999)
Duração: Aproximadamente 100 minutos
Gênero: Policial, Suspense, Drama, Ação
Diretor: Takashi Miike
Roteirista: Ichiro Ryu
Elenco: Sho Aikawa, Riki Takeuchi, Renji Ishibashi, Hitoshi Ozawa, Shingo Tsurumi, Kaoru Sugita, Dankan, Hirotaro Honda, Michisuke Kashiwaya, Mizuho Koga, Ryushi Mizukami, Ren Ohsugi, Tokitoshi Shiota, Tomorowo Taguchi, Susumu Terajima, Hua Rong Weng, Kyosuke Yabe, Yoshiyuki Yamaguchi

Como é?

Um homem comendo outro no banheiro público, uma mulher nua que cai de um prédio segurando um pacote de cocaína, um homem cheirando uma carreira enorme de pó, um comilão se empanturrando de pratos e mais pratos de udon, tradicional sopa japonesa, tudo isso ao som esquisitíssimo e uma stripper no pole dance. É assim que começa Dead or Alive: Hanzaisha, hanzaisha significa criminal.

E?

Takashi Miike é um polêmico diretor japonês cujos alguns filmes mostram violência, sadismo e bizarrices sexuais e entre seus admiradores temos diretores como Quentin Tarantino e Eli Roth, aliás, Takashi até faz uma ponta em O Albergue, filme de Eli Roth. Em Morrer ou Viver, temos um surtado trabalho de Miike san.

O filme que nada tem a ver com o jogo de mesmo nome, é na verdade um suspense policial basicamente narrando a luta da polícia japonesa contra a Yakuza, a máfia japonesa. Porém, um grupo criminoso começa a rivalizar com a Yakuza e praticamente toda a investigação tem sido conduzida por um policial, o detetive Jojima (Sho Aikawa).

O longa lembra um pouco Fogo Contra Fogo, filmaço de Michael Mann, estrelado por Robert de Niro e Al Pacino, pois, temos o drama familiar envolvendo o detetive Jojima, cuja filha precisa passar por uma caríssima operação cirúrgica e temos o drama do líder do grupo criminoso, Ryuuichi (Riki Takeuchi), que tem tido problemas com o irmão caçula.

Vale a pena?

Morrer ou Viver seria um policial como outro qualquer, porém, o final é totalmente nonsense, algo inesperado, surtado demais. Takashi Miike é um gênio? Ichiro Ryu, o roteirista, comeu fezes? Não sei, mas você fica com uma cara de WTF enquanto vê os créditos subirem. Se você gosta de bizarrices, eu recomendo.

Nota: 95%

Gatas que valem um jóia com o dedão do pé



Mizuho Koga

sábado, 17 de julho de 2010

Segurando as Pontas

Segurando as Pontas (Pineapple Express, EUA, 2008)
Duração: Aproximadamente 111 minutos, 117 a versão estendida
Gênero: Comédia, Ação
Diretor: David Gordon Green
Roteirista: Seth Rogen (roteiro e história), Evan Goldberg (roteiro e história), Judd Apatow (história)
Elenco: Seth Rogen, James Franco, Danny McBride, Kevin Corrigan, Craig Robinson, Gary Cole, Rosie Perez, Ed Begley Jr., Nora Dunn, Amber Heard, Joe Lo Truglio, Arthur Napiontek, Cleo King, Bill Hader, James Remar

Como é?

Dale Denton (Seth Rogen) presta serviços a uma firma de advocacia, sua função é entregar mandados judiciais, entre uma entrega e outra, Dale aproveita para fumar uma maconha. Em uma dessas entregas, Denton acaba presenciando um assassinato, durante a fuga atrapalhada acaba deixando para trás pistas que permitem a perigosos assassinos estarem não apenas em sua cola, mas coloca em risco a integridade da família de sua namorada, de seu fornecedor de erva e do fornecedor de seu fornecedor.

E?

Rapaz, como esta comédia é boa, tu não faz ideia, o início do filme é um dos mais primorosos que eu vejo em muito tempo, uma participação mais do que especial de Bill Hader, creio que assisti pelo menos dez vezes a mesma cena, é muito engraçada. O filme funciona muito bem devido ao entrosamento entre os atores, Seth Rogen é engraçado pelo seu jeito natural e espontâneo.

Quem realmente surpreende é James Franco, aqui interpretando Saul Silver, quem estava acostumado em vê-lo no papel do bunda mole do Harry Osborn vai ter uma surpresa, o ator faz um papel de um traficante maconheiro muito doido, com teorias malucas, tais como a obtenção da erva perfeita que dá título ao filme.

O longa-metragem todo contém cenas que correm o sério risco de se tornarem clássicas do gênero, a cena da floresta, na casa de Red (Danny McBride), a perseguição policial, putz, até nas cenas dramáticas, o drama acaba ficando engraçado e apenas prepara terreno para a parte final, onde o filme muda o ritmo e não acaba sendo apenas mais um filme de comédia.

Vale a pena?

A ideia de mostrar como um maconheiro age diante de situações adversas me lembrou "Smiley Face", o diferencial de "Segurando as Pontas" está nas reações que os personagens passam mediante risco de vida completamente chapados e obviamente "Segurando as Pontas" é mais engraçado que "Smiley Face". Se eu tivesse que indicar uma comédia para você assistir agora, pegue "Segurando as Pontas".

Nota: 95%

Gatas que valem um jóia com o dedão do pé



Amber Heard

domingo, 25 de abril de 2010

A Estrada

A Estrada (The Road, EUA, 2009)
Duração: Aproximadamente 111 minutos
Gênero: Suspense, Drama, Aventura
Diretor: John Hillcoat
Roteirista: Joe Penhall, Cormac McCarthy (livro)
Elenco: Viggo Mortensen, Kodi Smit-McPhee, Robert Duvall, Guy Pearce, Molly Parker, Michael Kenneth Williams, Garret Dillahunt, Charlize Theron, Bob Jennings, Agnes Herrmann, Buddy Sosthand, Kirk Brown, Jack Erdie, David August Lindauer, Gina Preciado

Como é?

Pai (Viggo Mortensen) e filho (Kodi Smit-McPhee) sobrevivem com a falta de comida em um mundo pós-apocalíptico, fugindo de canibais e queimadas, protegendo-se contra terremotos, frio e chuvas, tendo apenas uma coisa em mente, ir para o Sul.

E?

Baseado no livro de Cormac McCarthy, "A Estrada" é triste e melancólico, eu particularmente segurei o choro, pois a relação de pai e filho é bastante forte, enquanto o pai, sendo bastante racional, o filho é muito emotivo, o curioso é que o elo entre os dois é representado por uma arma.

Ao contrário de outros filmes de mesmo tema, como "Mad Max 2" e "O Livro de Eli", "A Estrada" é monótono e absurdamente tenso, os cenários são todos em tons de cinza, conforme há a passagem do tempo, os próprios atores se confundem com o cenário, contrastando com os flashbacks de Viggo Mortensen que são em sua maioria super coloridos.

Atenção senhoras fãs de Viggo Mortensen, assim como em "Senhores do Crime", Mortensen faz cenas de nudez, mas acredito que a mulherada fique desapontada, pois o ator está tremendamente magro e barbudo. Aliás, puta interpretação Viggo Mortensen faz neste filme, cada vez que assisto a um novo filme seu, ele se supera.

Outro detalhe curioso é que os personagens não possuem nomes, pai, filho, velho (Robert Duvall), veterano (Guy Pearce) entre outros, dá a impressão que a situação das pessoas naquele ambiente poderia ser em qualquer lugar do mundo. A trilha sonora de Nick Cave e Warren Ellis é simplesmente fantástica, se eu colecionasse OSTs com certeza este seria obrigatório.

Vale a pena?

É um filme chocante, há uma cena que me fez pensar em como seria uma versão real da família de Leatherface. Penso eu, em termos de emoção é tudo levado ao extremo, a tensão, o tédio, o pavor entre outras. Para mim é um filme que vale a pena, acabou do jeito que eu gosto. Confesso-lhes que estou muito curioso para ler o livro.

Nota: 95%

Gatas que valem um jóia com o dedão do pé


Charlize Theron


Molly Parker

sábado, 3 de abril de 2010

Mad Max

Mad Max (Mad Max, Austrália, 1979)
Duração: Aproximadamente 88 minutos
Gênero: Ação, Drama
Diretor: George Miller
Roteirista: James McCausland (roteiro), George Miller (roteiro e história), Byron Kennedy (história)
Elenco: Mel Gibson, Joanne Samuel, Hugh Keays-Byrne, Steve Bisley, Tim Burns, Roger Ward, Lisa Aldenhoven, David Bracks, Bertrand Cadart, David Cameron, Robina Chaffey, Stephen Clark, Mathew Constantine, Jerry Day, Reg Evans

Como é?

Max Rockansky (Mel Gibson) é um policial exemplar, perseguidor implacável de desordeiros pelas estradas australianas, tem sua vida modificada depois da morte de um vândalo, Cavaleiro da Noite (Vicent Gil), durante uma perseguição. A gangue a qual ele fazia parte decide se vingar da morte do companheiro.

E?

A perseguição policial ao Cavaleiro da Noite, logo no início do filme, é uma das cenas de ação mais fabulosas que eu tenha armazenado em minha memória, a forma violenta com o qual são conduzidos os veículos até a cena onde o carro perseguido e o da polícia passam por uma criança é de tirar o fôlego até hoje.

A história é simples, são colocadas situações para as alucinantes perseguições e cenas de violência, os cenários em sua maioria são as estradas e os atores são meros figurantes às possantes máquinas como o lendário V8 de Max. Há personagens bem interessantes como Toecutter (Hugh Keays-Byrne) e o Cavaleiro da Noite.

O único elemento que não é bem aproveitado no filme é Sprog (Brendan Heath), filho de Max e Jessie (Joanne Samuel), há momentos os quais ele simplesmente some, muitas vezes há a impressão dos pais serem irresponsáveis, deixam a criança largada por aí sendo alvo fácil para sequestradores.

Vale a pena?

Vale muito a pena, eu já perdi as contas de quantas vezes assisti a este longa-metragem, de tempos em tempos gosto de assistir novamente, é um filme de macho, simples, violento e bem desenvolvido, trata do homem, da vingança, você cria seu inimigo, tem que lutar até o fim contra ele antes dele acabar com sua vida.

Nota: 95%

Gatas que valem um jóia com o dedão do pé


Joanne Samuel


Lulu Pinkus

O Livro de Eli

O Livro de Eli (The Book of Eli, EUA, 2010)
Duração: Aproximadamente 117 minutos
Gênero: Ação, Drama
Diretor: Albert Hughes, Allen Hughes
Roteirista: Gary Whitta
Elenco: Denzel Washington, Gary Oldman, Mila Kunis, Ray Stevenson, Jennifer Beals, Evan Jones, Joe Pingue, Frances de la Tour, Michael Gambon, Tom Waits, Chris Browning, Richard Cetrone, Lateef Crowder, Keith Davis, Don Tai
Como é?

Em um mundo pós-apocalíptico, lembrando um pouco o cenário de "Mad Max 2", um homem (Denzel Washington) tem uma misteriosa missão, a única coisa clara é a direção para onde ele está seguindo. No caminho acaba parando em uma cidade e o homem que a domina, Carnegie (Gary Oldman), quer a todo custo algo que o personagem de Denzel possui, para isso usa de diversos métodos tal como o demônio tentou Jesus.

E?

O que torna "O Livro de Eli" primoroso não são os elementos isolados, o roteiro muito bem construído, o cenário desolador e os dramas envolvendo os personagens, enfim, o conjunto todo torna o filme muito agradável de assistir.

As cenas de luta são muito boas, lembrando um pouco algumas cenas de "Blade", o personagem de Denzel luta com classe extrema, parecendo até um balé, no nível de algumas cenas do memorável "Zatoichi" de Takeshi Kitano, nas cenas onde a confusão está armada, empolga tanto quanto as cenas vistas em "Oldboy".

Em relação às interpretações, as atenções são voltadas, obviamente, a Denzel Washington e Gary Oldman, Denzel Washington interpretando o herói está impecável, agora, Gary Oldman fazendo o vilão Carnegie, está fabuloso, extremamente versátil como ator, o cara está malvado mesmo.

Vale a pena?

Vale muito a pena, com certeza já está entre meus filmes favoritos. Algumas coisas permanecem um mistério a quem assiste ao filme pela primeira vez, o que pode gerar interessantes discussões. Contar qualquer coisa sobre o filme é estragar as surpresas, tentei conter-me ao máximo para não entregar nada, uma referência errada e seria um baita spoiler, o desfecho do longa é simplesmente fabuloso.

Nota: 100%

Gatas que valem um jóia com o dedão do pé


Mila Kunis


Jennifer Beals