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domingo, 4 de janeiro de 2015

Filmes que Andei Assistindo #17

Se Beber Não Case 3 (The Hangover Part III, EUA, 2013)
Fonte da Imagem: IMDb

Sinopse: Mr. Chow (Ken Jeong) foge da prisão e, devido ao seu envolvimento com Alan (Zach Galifianakis), acaba colocando Phil (Bradley Cooper) e Stu (Ed Helms) em uma grande enrascada quando Doug (Justin Bartha) é sequestrado por um traficante (John Goodman).

Impressões: Com uma história um pouco diferente dos episódios anteriores, menos inspirada, tendo foco maior na ação do que na comédia, o filme revisita elementos das duas primeiras partes. A melhor parte deste episódio está inserida durante os créditos finais.

Há nudez, porém muito desagradável.

Nota: 60%


Tess - Uma Lição de Vida (Tess, França / Reino Unido, 1979)
Fonte da Imagem: IMDb

Sinopse: Convencido em ser descendente de nobres, pai convence filha (Nastassja Kinski) a trabalhar na fazenda de parentes ricos, entretanto sua passagem por lá não foi exatamente agradável. Ao recomeçar sua vida em outro lugar, Tess se apaixona por um rapaz (Peter Firth), mas o relacionamento tem obstáculos devido ao passado da jovem.

Impressões: Pretensioso, arrastado e aborrecedor, impecavelmente produzido, porém algumas passagens são abruptamente interrompidas. A atriz Nastassja Kinski é boa atriz, linda e esforçada, mas não exterioriza os sentimentos que a personagem precisava.

Há cena de nudez, um peitinho apenas. E o esquerdo.

Nota: 35%


Aconteceu Naquela Noite (It Happened One Night, EUA, 1934)
Fonte da Imagem: IMDb

Sinopse: Cansada dos mandos e desmandos do pai, herdeira milionária (Claudette Colbert) foge e conta com a ajuda de um charmoso jornalista (Clark Gable).

Impressões: Uma série de qualidades pode ser dita sobre o filme, pioneiro em diversos aspectos, mas uma coisa o longa-metragem não é, divertido para os padrões atuais. Seu valor histórico e sua importância são inegáveis, mas hoje é um filme datado.

Nota: 20%


Invocação do Mal (The Conjuring, EUA, 2013)
Fonte da Imagem: IMDb

Sinopse: Família se muda para uma nova casa - não se trata de uma residência recém-construída - e é atormentada por uma poderosa assombração.

Impressões: Independentemente ser baseado em fatos reais, o que conta é que o filme é assustador, pelo fato do diretor James Wan (Jogos Mortais, Sobrenatural) saber narrar muito bem - visualmente - esse tipo de história, principalmente em seu terceiro ato, ótimos efeitos especiais e uma história de arrepiar os cabelos das axilas.

Nota: 80%


Zona de Risco (Gongdong gyeongbi guyeok JSA, Coréia do Sul, 2000)
Fonte da Imagem: IMDb

Sinopse: Com a finalidade de evitar um conflito entre as duas Coréias, investigadora de uma organização neutra decide analisar as circunstâncias de um incidente que ocorreu em uma zona desmilitarizada na fronteira entre os dois países.

Impressões: A trama em si é recheada de reviravoltas e não com tanta ênfase, há os enquadramentos inspirados do diretor Park Chan-wook. Ademais, há uma interessante e intrigante análise imparcial sobre o conflito que perdura há anos entre os dois países, uma aula de história. Destaque para a emocionante canção Unsent Letter (부치지 않은 편지) com interpretação de Kim Kwang-seok.

Nota: 95%


Dementes (The Demented, EUA, 2013)
Fonte da Imagem: IMDb

Sinopse: Durante uma viagem ao interior, grupo de jovens é surpreendido com ataques de míssil à cidade, de repente se veem em meio a um apocalipse zumbi.

Impressões: Tosco, dos atores aos efeitos especiais, talvez fosse melhor se a escolha da iluminação fosse mais acertada, pois daria uma ambientação mais compatível a um filme de terror.

Nota: 1%


O Lugar Onde Tudo Termina (The Place Beyond the Pines, EUA, 2012)
Fonte da Imagem: IMDb

Sinopse: Artista circense (Ryan Gosling), mais precisamente piloto de moto no globo da morte, ao saber por acaso que é pai, decide se instalar na cidade para ficar próximo ao filho - ainda bebê, porém com recursos financeiros escassos que mal lhe mantém, quiçá sustentar sua ex-namorada (Eva Mendes) e filho, decide então partir para meios escusos.

Impressões: São praticamente três filmes em um, daí a longa duração do longa-metragem - pouco mais de duas horas e meia -, mas é justificável. O diretor Derek Cianfrance conseguiu ótimos enquadramentos, principalmente nas cenas de ação, são cheias de adrenalina, mesmo com a escolha de tons frios. A história é muito interessante, pois quando digo que são três longas em um não é para menos, em dado momento o telespectador pode se perguntar: "o que vem a seguir?", já que não havia mais como prosseguir com a narrativa, mas aí que vem a genialidade dos roteiristas - o diretor é corroteirista - e com uma mudança no enredo, novamente a atenção de quem assiste é fisgada. Em minha opinião, a parte mais fraca da película está na terceira parte, pois quebra um pouco o clima construído até então e de repente tudo é resolvido às pressas sem dar tempo a um final apoteótico, não que seja ruim, pois a conclusão é boa assim como o filme no geral.

Nota: 89%


Anjos da Noite (Underworld, Reino Unido / Alemanha / Hungria / EUA, 2003)
Fonte da Imagem: IMDb

Sinopse: Rapaz (Scott Speedman) é caçado por lobisomens e uma vampira (Kate Beckinsale) suspeita que haja algo estranho nesse interesse, tudo isso quando uma trégua entre as duas espécies está por um fio.

Impressões: A história interessante é recheada de influências pós-Matrix no que tange ao visual, roupas de couro e o excesso de tiros que nada acertam. É um filme divertido, que explora muito mal o casal protagonista, justificável, pois poderia descambar para um romantismo piegas. O único ponto fraco do filme, em minha opinião é Bill Nighy, considero-o um tremendo ator para dramas e comédias, mas não convence como um poderoso vampiro em filme de ação, devido a certos momentos vergonhosos e outros risíveis.

Nota: 75%


É o Fim (This Is the End, EUA, 2013)
Fonte da Imagem: IMDb

Sinopse: Jay Baruchel e Seth Rogen decidem ir a uma festa na casa de James Franco até que acontecem abduções e terremotos que provocam o surgimento de enormes crateras, além do surgimento de estranhos seres.

Impressões: A começar pelos personagens, onde os atores interpretam a si mesmos, o longa-metragem é hilário. Com participações especiais de Emma Watson, Michael Cera, Christopher Mintz-Plasse, Rihanna e Channing Tatum, além de outros cujos rosto não me são estranhos, e tendo como protagonistas James Franco, Jonah Hill, Seth Rogen, Jay Baruchel, Danny McBride e Craig Robinson, É o Fim é basicamente um filme de catástrofe com comédia, recheado de piadas boas e outras nem tanto. Irá aproveitar melhor o filme quem assistiu pelo menos Segurando as Pontas (Pineapple Express, 2008), mas seria bom também ter assistido a Superbad: É Hoje (Superbad, 2007), acrescento que na parte de trilha sonora, há duas músicas do Black Sabbath, uma durante o filme e outra nos créditos finais.

Nota: 90%

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Filmes que Andei Assistindo #16

Segredos de Sangue (Stoker, Reino Unido / EUA, 2013)
Fonte da imagem: IMDb

Sinopse: Com a trágica morte do chefe da casa (Dermot Mulroney) e a inesperada aparição de seu irmão (Matthew Goode) um intrigante jogo de interesse e sedução tem início quando este é convidado a morar com a viúva (Nicole Kidman) e sua filha (Mia Wasikowska)

Impressões: Analisando a parte técnica do filme: fotografia, ângulos, cores etc., temos sim um filme esteticamente perfeito, porém, por se tratar de uma produção norte-americana, não foi possível mostrar toda a voracidade que Park Chan-wook expõe em seus trabalhos, como aqueles feitos em sua terra natal, Coréia do Sul, logo, se lhe falta violência explícita, as metáforas visuais - sutis e complexas, como a da cena do piano - colaboram para construir cuidadosamente as profundas personalidades das personagens, especialmente as do tio e da menina.

Há cenas de nudez.

Nota: 98%


Killer Joe - Matador de Aluguel (Killer Joe, EUA, 2011)
Fonte da imagem: IMDb

Sinopse: Devido a uma dívida com fornecedores de drogas, jovem (Emile Hirsch) decide matar a mãe para receber um seguro de vida e para isso, com a ajuda da família, contrata os serviços de um assassino de aluguel, o tal Joe que dá nome ao filme (Matthew McConaughey).

Impressões: A crueldade nua e crua construída lentamente até atingir um apoteótico - para não dizer caótico - final. Nunca mais comerei frangos fritos da rede KFC com os mesmos olhos.

Há cenas de nudez.

Nota: 98%


Sobrenatural: Capítulo 2 (Insidious: Chapter 2, EUA / Canadá, 2013)
Fonte da imagem: IMDb

Sinopse: Dando continuidade quase que imediatamente aos eventos do filme anterior, a família Lambert se vê em problemas novamente com assombrações, desta vez atingindo mais especificamente o pai da família, Josh (Patrick Wilson).

Impressões: Não tão assustador quanto o primeiro filme, porém com uma boa história, apesar de um leve toque de humor e problemas no roteiro - nada cruciais para a trama -, o argumento desta película consegue trabalhar muito bem os acontecimentos de Sobrenatural sendo inseridos neste Capítulo 2, sendo mais específico, refiro-me ao flashback. Gosto muito do tema incidental com violinos distorcidos, principalmente quando surge o nome do longa-metragem, há um toque retrô. Ademais, o maior problema a meu ver, é a ausência de um demônio primoroso como o do longa anterior. Um filme que explora os mistérios da física em uma metafísica com pitadas sobrenaturais.

Nota: 75%


Rush: No Limite da Emoção (Rush, EUA / Alemanha, 2013)
Fonte da imagem: IMDb

Sinopse: As histórias pessoais de Niki Lauda (Daniel Brühl) e James Hunt (Chris Hemsworth) narradas desde rusgas do passado até o Grande Prêmio de Fórmula 1 de 1976.

Impressões: Emocionante, é a primeira palavra que me vêm à mente quando relembro deste filme. Toda a parte de produção, fotografia, escolha de tons de cores, ambientações e reproduções das clássicas corridas, tudo foi feito de maneira fabulosa, porém, a parte mais tocante é a relação entre os protagonistas, suas vidas entrelaçadas pela paixão ao automobilismo e indo além, uma rivalidade que mistura admiração e ódio. Sem dúvida alguma o longa-metragem conseguiu explorar de maneira extremamente convincente essa estranha amizade.

Há cenas de nudez.

Nota: 99%

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Centurião - Resenha de Filme


Fonte da imagem: IMDb.

Uma legião romana aniquilada em quase toda sua totalidade, uma tentativa de resgate e batalhas sangrentas com elevado grau de realismo, assim é Centurião (Centurion, 2010), filme escrito e dirigido por Neil Marshall. Não gostei muito do Abismo do Medo, mas gosto da direção dele, acho bastante competente.

O filme é relativamente curto - pouco mais de uma hora e meia - e a história é preenchida com belos cenários, ora paisagens cobertas de gelo, em outras pradarias (definitivamente não é daquelas que vende pães).

As batalhas com grandes exércitos são poucas, mas retratam bem como espadas atravessavam corpos e arrancavam nacos de carne, e partiam crânios, pedaços de cabeças voando por todos os lados. As lutas menores são viscerais e bem coreografadas, lâminas adentrando nos corpos e flechas varando-nos.

Os cenários são bem vistosos e as vestimentas bem detalhadas, dando boa credibilidade ao filme. Há boas interpretações, gostei especialmente de Liam Cunningham, seu personagem trás um pouco de alívio cômico.

Apesar de bem produzido em seu início e meio, na parte final o longa-metragem deixa um pouco a desejar pelo seu apressado final, a impressão que tive foi a de que faltaram recursos financeiros para concluir o projeto e foi terminado às pressas.

O que eu gostei: Olga Kurylenko e Imogen Poots.

O que eu não gostei: Dos créditos iniciais e finais, feio demais a forma como foram utilizadas as letras.

Nota: 50%

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Círculo de Fogo - Resenha de Filme


Fonte da imagem: IMDb

Começo esta pequena resenha dizendo: "Que filme foda pra caralho!". Através de um portal nas profundezas oceânicas, uma invasão alienígena é iniciada e monstros gigantes começam a invadir o nosso planeta. Uma maneira que a humanidade encontrou para se defender é criando seus próprios monstros, os tais robôs.

Agora imagine você que isso é contado logo nos primeiros minutos da película, portanto posso afirmar que Círculo de Fogo (Pacific Rim, 2013) possui uma história boa, pois é simples, diverte e onde precisa ser mais complexo é bem claro e didático, por exemplo, na apresentação dos personagens ou na explicação da anatomia de máquinas e monstros.

A passagem na qual é narrada o passado da personagem Mako Mori (Rinko Kikuchi) é feita de uma maneira muito bonita: as ruas vazias repletas de cinzas e a personagem retratada em sua infância, correndo desesperadamente, interpretada pela linda e graciosa atriz Mana Ashida, que expressões fantásticas ela consegue fazer, incrível, realmente incrível.

Os detalhes das máquinas e monstros são fantásticos, porém em alguns momentos a textura da pele das criaturas parecia bastante artificial. Em grande parte na cena em que a dupla de monstros ataca Hong Kong. Pode ser que a utilização do recurso 3d tenha ressaltado esses "defeitos". A impressão que fica é a de um CG (Computação Gráfica) de jogo de videogame.

As interpretações dos atores não variam muito durante o longa-metragem. Algumas passagens evidenciam exageradamente o nível de importância dos protagonistas, como na cena em que Hong Kong é invadida, a impressão de que os personagens estavam pensando "se fodem aí" era perceptível, analogamente, é como se o melhor jogador de um time - de qualquer esporte - estivesse no banco de reservas e só esperando a chance para entrar em campo. Essa falta de sensibilidade aponto como falha no roteiro.

Idris Elba é um bom ator, mas ele poderia falar sem gritar a todo o momento.

Como eu ia me esquecendo da coisa mais importante de Círculo de Fogo?! Refiro-me às lutas entre robôs e monstros! São fabulosas, pois é possível ver o que acontece durante o embate, raros são os momentos nos quais há confusão, ao contrário do que acontece em alguns filmes de robôs transformistas.

O que eu gostei: quase tudo.

O que eu não gostei: da falta de mais temas incidentais.

Nota: 99% ah, que se foda, 100%

domingo, 23 de novembro de 2014

Robocop - Resenha de Filme


Fonte da imagem: IMDb

Ao assistir a nova versão de Robocop (2014), com direção de José Padilha, foi impossível não ficar relembrando o clássico de 1987, com direção de Paul Verhoeven, pois inúmeras são as referências. A primeira metade do filme é insuportável, pois apresenta o personagem a quem desconhece a versão original, e a segunda metade oscila entre o regular e o bom.

A discussão sobre a utilização de máquinas (robôs e drones) na segurança pública eu achei interessante, pois logo no início do longa-metragem há uma cena em que um ED-209 não consegue diferenciar uma arma letal na mão de um adulto e uma faca na mão de uma criança.

A fraqueza notável do prefeito de Detroit perante o presidente Raymond Sellars (Michael Keaton) da OmniCorp - aliás, pra mim não é porra nenhuma de OmniCorp, é OCP porra! - mostra a submissão que o político tem em relação ao empresário.

Em várias partes do filme há um embate entre um político mais conservador e o ganancioso empresário, seja pessoalmente ou por intermédio de um programa televisivo apresentado por Samuel L. Jackson, que representa um apresentador a favor do uso de máquinas e extremamente patriota.

Substituir a policial Lewis, no original loira, feia e baixinha, por um afrodescendente, feio também, e ter mudado o sexo do chefe de polícia em nada acrescentou a história, ao contrário da versão original, onde a policial tinha papel de destaque.

O que eu gostei: das apagadas atrizes Abbie Cornish, que faz a esposa de Alex Murphy (Joel Kinnaman); Jennifer Ehle, que interpreta a assistente de Raymond Sellars; e Aimee Garcia que faz a auxiliar do doutor Dennett Norton, interpretado pelo ator Gary Oldman. Aliás, as atuações de Michael Keaton, Gary Oldman e Samuel L. Jackson estão muito boas.

Hocus Pocus, clássico da banda Focus, em determinada parte do filme foi uma grata surpresa, apesar de não ter combinado muito com a cena.

O que eu não gostei: praticamente de todo o resto, a começar pelas armaduras do Robocop, os designs são bacanas, porém a armadura de 1987 é insuperável.

Joel Kinnaman pode ser um bom ator, não é o caso neste filme, mas não chega aos pés do carismático Peter Weller, o Alex Murphy da versão de 1987.

A ausência de um marcante vilão, na versão original havia pelo menos dois vilões carismáticos Clarence J. Boddicker (Kurtwood Smith) e o presidente da OCP, Dick Jones (Ronny Cox). Apesar da trama mais elaborada nesse reboot, um filme como esse precisa de um mega vilão foda!

A péssima utilização do tema de Basil Poledouris, só toca no início e nos créditos finais, vergonhoso, a música é épica demais para ser subaproveitada dessa maneira.

Enfim, apesar de ser um filme que almeja discutir os problemas da atualidade, esquece que um filme de ação hollywoodiano é apenas um filme de ação, podendo levantar questões sociais e políticas, mas em primeiro lugar vem a diversão, depois toda a questão moral e ética. Robocop bom é o de 1987.

Nota: 50%

Capitão Phillips - Resenha de Filme


Fonte da imagem: Clickfilmes

O filme Capitão Phillips (Captain Phillips, 2013) pode ser dividido em duas partes bem distintas, a primeira contando a história da tripulação - sob o comando do Capitão Richard Phillips, interpretado por Tom Hanks - do navio cargueiro US-flagged MV Maersk Alabama até ele ser abordado por um pequeno bando de piratas somalis, e a segunda parte focado no bando de piratas e no Capitão Phillips.

Abordando um tema que estava com grande destaque na imprensa mundial, o diretor Paul Greengrass (A Supremacia Bourne, O Ultimato Bourne, Zona Verde) conseguiu realizar um filme que prende a atenção do telespectador usando um elenco com grande número de atores desconhecidos - este que vos escreve só conhece o ator Tom Hanks - e, relembrando os trabalhos anteriores do diretor, ele gosta muito de usar locações e militares reais - como já vistos em trabalhos anteriores - para tornar as cenas as mais reais possíveis, e devo admitir que estão perfeitas.

Havia eu falado sobre prender a atenção do telespectador, havia alguns momentos em que o longa metragem se aproximava de situações em que nada aconteceria e um tédio se apossaria de quem assistisse, diretor e roteirista - Billy Ray adaptando o livro escrito pelo Capitão Richard Phillips - bolaram algumas surpresas que tornam a reacender a atenção pela película.

Na segunda parte do filme, é perceptível o sofrimento causado pela falta de recursos: alimentares e médicos, e ainda o pequeno espaço claustrofóbico, tornando ainda mais desesperador o convívio entre as pessoas, mesmo entre os próprios criminosos que começaram a se estranhar.

O que eu gostei: da história, ainda mais por ser baseada em fatos reais. A atuação de Tom Hanks, principalmente na parte final do filme, extremamente convincente e comovente, é de arrepiar os cabelos dos braços. É admirável como o ator convence no papel de capitão de navio.

O que eu não gostei: a longa duração, apesar das surpresas já citadas, algumas cenas em que nada acontecem estão prolongadas com certo excesso.

Nota: 85%

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O Apocalipse - Resenha de filme


Fonte da imagem: AdoroCinema

O Apocalipse, título brasileiro de Left Behind (2014), é um filme catástrofe que lembra bastante os longa-metragens produzidos em grande escala nas décadas de 1980 e 1990. A trama começa com um desencontro entre a filha, vivida pela atriz Cassi Thomson, o pai, interpretado pelo ator Nicolas Cage. Logo no início já temos alguma ideia de que se trata de uma família desestruturada e adivinhe qual a causa minha gente? A culpada da desunião é a religião! Até rimou.

Por culpa do extremismo religioso da mãe, interpretada pela atriz Lea Thompson, a filha ficou revoltada e o pai resolveu procurar uma amante. Somos apresentados logo no início a um personagem que é um repórter investigativo, interpretado por Chad Michael Murray, que terá um papel "fundamental" na trama. Já que a beleza de Nicolas Cage já não é a mesma de outrora, aliás, nunca foi, então era preciso forçar a barra e inserir um bonitão na história.

Ah sim, a história começa num aeroporto, Nicolas Cage é um piloto de avião e para fugir da família com a amante resolve voar para Londres. E embarca na viagem o mala do tal repórter investigativo, ficando a filhinha coitadinha para trás.

Avião no ar, filha briga com a mãe e leva o irmão para dar um rolê (tradução: passeio) no Xopis (Shopping Center em idioma selvagem) e eis que acontece o impossível! Tem-se início O Apocalipse! Sim meus caros, num passe de mágica, milhares de pessoas somem instantaneamente e o caos é instaurado no mundo: bebês e crianças somem, alguns adultos, motoristas de carros dirigindo e apertem os cintos, o piloto sumiu! Não, não o Nicolas Cage, o outro coadjuvante cujo nome nem procurei no IMDB.

A partir daí são intermináveis os momentos de desespero e embromação, com alguns alívios cômicos por conta do ator Martin Klebba, que faz diversas piadas, todas desnecessárias verdade seja dita, desde a estatura do anão e até algum gracejo com religião. E nisso tome correria por parte da irmã que fica desesperada por conta do desaparecimento do irmão, eu já disse que ela tem um irmão não disse?! E assim vai até quase o encerramento da película.

O que eu gostei do filme foram das tetas gostosas da atriz Cassi Thomson, em diversas partes a câmera safadamente dava um discreto close no decote de sua camisa. Gostei também dos seios fartos da atriz Nicky Whelan que insistiam em desabotoar o uniforme de comissária de bordo (ôxi, que coisa feia, não é mais para chamá-las de aeromoças! Dublagem fail!) E da clone de Lady Gaga, Georgina Rawlings, que em dado momento fica em pé e a silhueta de seu belíssimo corpo é contornado por uma blusa cinza de tecido fino e delicado.

O que eu não gostei foi da trama, imagina, o filme todo é uma contradição, a começar pelo título nacional, nem ouvi as trombetas dos anjos, e olha que o som da sala de cinema estava bem alto. As imagens do avião voando pareciam de arquivo, pois não batiam com a qualidade de imagem das outras sequências. Muitos personagens sendo apresentados, de repente um surta e desaparece, não se cria um vínculo do personagem com o telespectador. Há destaque demais a personagem de Cassi Thomson, enfim, a salvação verdadeira está em não assistir ao filme.

Nota: 10%

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Filmes que Andei Assistindo #15

Sua Alteza? (Your Highness, EUA, 2011)
Assistido em: 15/04/12
Formato: DVD
Sinopse: Quando a noiva do príncipe é raptada por um feiticeiro, sua alteza parte em resgate junto a seu preguiçoso irmão.
Impressões: Engraçado e divertido, o bom enredo contém ótimas piadas, o elenco ainda é agraciado com a presença de belas atrizes.
Nota: 80%

Inferno Branco (Sugar Hill, EUA, 1993)
Assistido em: 24/04/12
Formato: MP4 (agradecimentos ao Jailton pelo empréstimo do filme)
Sinopse: Traficante de drogas decide mudar de vida e com isso entra em atrito com seu irmão também traficante.
Impressões: Drama focado nos personagens, entre eles, usuários de drogas e narcotraficantes, com desfecho decepcionante. Não use drogas, não assista a este filme.
Nota: 10%

O Dia Seguinte (The Day After, EUA, 1983)
Assistido em: 26/04/12
Formato: MP4 (agradecimentos ao Jailton pelo empréstimo do filme)
Sinopse: A tensão política entre URSS e EUA culmina em uma guerra nuclear e o filme narra os acontecimentos do dia seguinte.
Impressões: O filme é arrastado com algumas passagens descartáveis, mas o final é agradabilíssimo. Há uma interessante bibliografia com sugestões de leitura após os créditos.
Nota: 70%

Coração Satânico (Angel Heart, EUA, 1987)
Assistido em: 29/04/12
Formato: MP4 (agradecimentos ao Jailton pelo empréstimo do filme)
Sinopse: Detetive particular é contratado para encontrar um cantor e se depara com estranhos acontecimentos que o envolve de alguma maneira.
Impressões: O longa-metragem possui inúmeras situações politicamente incorretas que chocaria facilmente os conservadores mais radicais e associações protetora de animais.
Nota: 90%

A Missão (The Mission, EUA, 1986)
Assistido em: 02/05/12
Formato: MP4 (agradecimentos ao Jailton pelo empréstimo do filme)
Sinopse: Escravagista se torna jesuíta e tenta proteger um trabalho realizado pelos padres da expansão colonizadora portuguesa.
Impressões: Belo filme, infelizmente o longa-metragem continua super atual no que se refere aos problemas referentes aos problemas indígenas.
Nota: 85%

Fitzcarraldo (Alemanha Ocidental /Peru, 1982)
Assistido em: 06/05/12
Formato: MP4 (agradecimentos ao Jailton pelo empréstimo do filme)
Sinopse: Visionário alemão planeja rota alternativa para cruzar trecho do Rio Amazonas passando por região íngreme, devastando a vegetação local utilizando-se de índios.
Impressões: Passagens muito longas, porém a travessia do navio por terra e a loucura contagiante do protagonista tornam o longa-metragem simplesmente adorável.
Nota: 80%

Goodbye America (EUA, 1997)
Assistido em: 09/05/12
Formato: MP4 (agradecimentos ao Jailton pelo empréstimo do filme)
Sinopse: Três militares em missão nas Filipinas se veem em apuros quando um deles surta após ter sua prisão decretada.
Impressões: Três histórias, recheadas de erros lógicos, sendo contadas paralelamente, amarradas forçadamente e encerrando de maneira pífia.
Nota: 0%

White Zombie (EUA, 1932)
Assistido em: 09/05/12
Format: MP4 (Domínio Público)
Sinopse: Ao passarem lua de mel em mansão de conhecido, noiva falece e ressuscita como zumbi para desespero do marido.
Impressões: O filme é curto. História e desenvolvimento risíveis para os padrões atuais, White Zombie vale a pena pela curiosidade.
Nota: 30%

Wind - A Força dos Ventos (Wind, EUA, 1992)
Assistido em:10/05/12
Formato: MP4 (agradecimentos ao Jailton pelo empréstimo do filme)
Sinopse: Iatista comete erro durante corrida e desaparece por um tempo, decidido a dar a volta por cima, busca patrocínios para competir novamente.
Impressões: Trama de superação rasa, mas divertida. O filme é um ótimo passatempo, bom trabalho da American Zoetrope. Para quem gosta de iatismo é uma boa pedida.
Note: 75%

Anna Karenina (EUA, 1997)
Assistido em: 11/05/12
Formato: MP4 (agradecimentos ao Jailton pelo empréstimo do filme)
Sinopse: Mulher da alta sociedade russa se envolve em caso extraconjugal e é condenada ao ostracismo.
Impressões: A análise da sociedade, principalmente do papel da mulher perante esta, pode-se dizer que é atemporal.
Nota: 75%

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Filmes que Andei Assistindo #14

Após um longo hiato sem publicar a respeito de filmes, resolvi retomar com outro formato, publicando dez filmes assistidos de cada vez com informações curtas e uma crítica de uma linha a respeito do longa-metragem, fazendo a síntese do que eu escreveria em talvez, quatro parágrafos.

Em relação aos formatos, Blu-ray Discs e DVDs se não estão em meu acervo, são alugados ou emprestados de amigos. Cinema, apesar de eu gostar bastante, ultimamente está sendo pouco convidativo e proveitoso assistir a filmes nas telonas devido a pouca variedade disponível nos arredores da região onde moro e a enxurrada de longas-metragens dublados, com exceção dos desenhos animados, é abominável assistir a filmes dublados.

Além é claro da geração mal educada a qual pensa que sala de cinema é ponto de encontro para papear em voz alta, falar ao telefone e ficar mexendo na porcaria do celular ao invés de prestar atenção no filme.

O formato MP4 normalmente eu mesmo faço a conversão do longa-metragem da mídia original e os assisto no celular, sim, é uma heresia, pois o correto seria apreciar a obra no mínimo na televisão, porém, devido ao meu tempo livre escasso, o qual aproveito para fazer outras coisas, desfruto o tedioso trajeto de ônibus que enfrento diariamente e as filas, quaisquer que sejam, para me divertir fazendo algo o qual gosto que é assistir a filmes ou seriados, sejam eles bons ou ruins.

Em relação aos extras contidos nos filmes, normalmente eu os converto também para o formato MP4 a fim de aproveitar todo o conteúdo disponibilizado nos Blu-ray Discs e DVDs.

À Beira do Abismo (Man on a Ledge, EUA, 2012)
Assistido em: 04/02/12
Formato: Cinema
Sinopse: Homem ameaça se jogar do alto de um prédio e ao mesmo tempo em que a polícia e a imprensa chegam ao local, um casal pratica um audacioso assalto.
Impressões: Diversos gêneros num mesmo filme podem deixá-lo confuso, mas não é o caso, um longa-metragem divertido e só.
Nota: 70%

Motoqueiro Fantasma: O Espírito da Vingança (Ghost Rider: Spirit of Vengeance, EUA, 2012)
Assistido em: 18/02/12
Formato: Cinema
Sinopse: Johnny Blaze é incumbido de proteger um garoto de uma profecia a qual diz que seu corpo será hospedeiro de um poderoso demônio.
Impressões: Disparado o melhor filme do Motoqueiro, Nicholas Cage faz o perfeito Johnny Blaze dos quadrinhos, o perfeito pateta.
Nota: 75%

O Artista (The Artist, França / Bélgica, 2011)
Assistido em: 21/02/12
Formato: Cinema
Sinopse: Durante a transição do cinema mudo para o falado, um famoso ator se vê em grandes problemas por não conseguir a atenção das pessoas com seus trabalhos.
Impressões: Típico filme produzido para conquistar os nostálgicos cinéfilos, lindo, porém esquecível.
Nota: 70%

Demônio (Devil, EUA, 2010)
Assistido em: 26/02/12
Formato: DVD
Sinopse: Um grupo de pessoas fica preso no interior de um elevador devido a um misterioso problema, a confusão começa durante os blecautes.
Impressões: Bom filme de terror o qual mantém a atenção da plateia devido a seu claustrofóbico ambiente e as tentativas de saber quem é o assassino.
Nota: 70%

Transformers: O Lado Oculto da Lua (Transformers: Dark of the Moon, EUA, 2011)
Assistido em: 26/02/12
Formato: Blu-ray Disc
Sinopse: Bagunças acontecem quando um Autobot, sobrevivente da guerra que destruiu Cybertron, dá as caras na Terra.
Impressões: Confusa história recheada com inúmeros personagens, a descontinuidade com os outros dois filmes da série apenas reflete mais uma grande defecação de Michael Bay.
Nota: 40%

A Mulher de Preto (The Woman in Black, Reino Unido, 2012)
Assistido em: 03/03/12
Formato: Cinema
Sinopse: Jovem advogado viúvo, viajando a trabalho para uma afastada cidade, vê-se envolvido em uma estranha maldição.
Impressões: Boa história, ótimos cenários, fotografia escura em algumas partes e elenco competente. Quem assistiu a "O Chamado" notará algumas semelhanças.
Nota: 70%

Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America - The First Avenger, EUA, 2011)
Assistido em: 04/03/12
Formato: Blu-ray Disc
Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, para impedir o avanço das tropas nazistas, o franzino Steve Rogers se submete ao soro do supersoldado.
Impressões: Ótima produção da Marvel Studios, a história manjada, para quem lê quadrinhos, é adaptada com maestria para outro formato que não seja a mídia impressa.
Nota: 85%

Gigantes de Aço (Real Steel, EUA, 2011)
Assistido em: 16/03/12
Formato: Blu-ray Disc
Sinopse: A chegada inesperada do filho trás esperança de dias melhores para um aposentado lutador que vive de lutas entre robôs.
Impressões: Os robôs possuem uma computação gráfica impressionante. Ademais, o longa-metragem é divertido e emocionante, há um excelente equilíbrio entre drama e ação.
Nota: 85%

Mercadores da Morte (Merchant of Death, EUA, 1997)
Assistido em: 25/03/12
Formato: DVD (agradecimentos ao Jailton pelo empréstimo do filme)
Sinopse: Traumatizado policial truculento, recebe informações sobre os assassinos de sua família. Para concluir sua vingança, conta com a ajuda da psicóloga da polícia.
Impressões: Filme com a estética dos longas-metragens de ação ruins dos anos de 1990, repleto de erros de continuidade. Um primoroso subproduto que deve ser esquecido.
Nota: 0%

Atividade Paranormal 3 (Paranormal Activity 3, EUA, 2011)
Assistido em: 15/04/12
Formato: DVD
Sinopse: Parcialmente narrando a maldição que recai sobre as irmãs Katie e Kristi, desta vez contando com modernos aparatos tecnológicos da era do VHS.
Impressões: Em relação aos três filmes anteriores, contando o spin-off "Atividade Paranormal em Tóquio", temos alguns bons sustos e algum enredo, no geral, regular.
Nota: 60%

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Filmes que Andei Assistindo #13


Ninja Assassino (Ninja Assassin, EUA / Alemanha, 2009)
Tekken (Tekken, Japão / EUA, 2010)
Scherlock Holmes (Scherlock Holmes, EUA / Alemanha / Reino Unido, 2009)
Hulk (Hulk, EUA, 2003)
Fogo Contra Fogo (Heat, EUA, 1995)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Filmes que Andei Assistindo #12

Necronomicon: O Livro Proibido dos Mortos (Necronomicon, França / EUA, 1993) - Apesar dos efeitos especiais não serem primorosos, este filme possui seu charme, em especial no que tange a boas histórias, uma vez que são baseadas em contos de H. P. Lovecraft. Os três segmentos que compõem o filme, quatro se levarmos em conta a fictícia aventura do personagem H. P. Lovecraft, são bons, em especial o primeiro dirigido por Christophe Gans (O Pacto dos Lobos e Terror em Silent Hill) e o terceiro dirigido por Brian Yuzna (A Noiva do Re-Animator) que é bem gore.

Sinopse: Nos anos 30, H. P. Lovecraft busca inspiração no Necronomicon para escrever suas histórias.
Nota: 85%

Atração Perigosa (The Town, EUA, 2010) - O filme remete a dois filmes, Caçadores de Emoção e Fogo contra Fogo, mas apesar de ser um bom filme, o resultado não é tão bom quanto os citados. Atração Perigosa possui qualidades que o tornam bastante curioso, pois no elenco encontramos diversos figurantes que já tiveram passagem por crimes que contribuíram para fazer a má fama de Charlestown, um bairro de Boston. O filme é bastante convincente, principalmente nas cenas dos assaltos. Infelizmente como meu inglês é precário, soou indiferente o sotaque dos moradores de Boston. Ben Affleck atua, dirige e também contribui com o roteiro, então ele se sente no direito de contracenar mais intimamente com as atrizes Rebecca Hall e Blake Lively. A atuação de Pete Postlethwaite, falecido em 2 de janeiro deste ano, poderia ter sido passável, mas em uma importante cena do filme, o ator mostra seu grande talento.

Sinopse: Doug MacRay (Ben Affleck) é líder de um grupo de ladrões que deseja largar a vida de crime, mas se vê forçado a adiar sua aposentadoria mediante alguns problemas.
Nota: 85%

A Rainha (The Queen, 2006) - Um filme biográfico tedioso e arrastado, a atuação de Helen Mirren como A Rainha Elizabeth II do Reino Unido é impecável, mas a trama é extremamente tortuosa querendo mostrar um lado humano de Sua Majestade, porém ela se mostra tão sensível quanto a mão de um pedreiro. Poderíamos analisar as circunstâncias que a levaram a ter um caráter extremamente racional como monarca e chefe de Estado do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte entre outras regiões, mas acredito não ter material suficiente para traçar o perfil de Sua Majestade através de um filme e também este blog não é o lugar mais apropriado para este tipo de matéria.

Sinopse: Com a morte da princesa Diana, o mundo e em especial o povo britânico se encontram em profunda tristeza. O então recém-eleito Primeiro-Ministro, Tony Blair (Michael Sheen), tenta conversar Sua Majestade, A Rainha Elizabeth II, a fazer um pronunciamento aos seus súditos.
Nota: 50%

Taxi Driver (Taxi Driver, 1976) - Uma direção primorosa de Martin Scorcese, com brilhante roteiro de Paul Schrader e um elenco de tirar o chapéu, em especial Roberto de Niro interpretando o amalucado Travis Bickle. A ambientação sórdida e decadente de uma cidade infestada de pessoas da pior estirpe é totalmente condizente com algumas regiões de nossas cidades tornando esta película uma obra-prima bastante atual. Com tal cenário não é difícil prever que alguns homens surtam e tentem impor uma palavra de ordem através de ações nada ortodoxas. Uma crítica social onde o protesto se faz não por meio de palavras, mas em práticas concretas.

Sinopse: Travis Bickle é um taxista atormentado que tem na garota de programa, Iris (Jodie Foster), seu projeto de vida, tira-la da prostituição e assim ter sua redenção.
Nota: 100%

Sucker Punch - Mundo Surreal (Sucker Punch, EUA / Canadá, 2011) - Delirante viagem excessivamente moralista, recheado de garotas em trajes ousados que favorecem deliciosamente suas curvaturas em período incerto, possivelmente a década de 50. Visualmente deslumbrante, um misto de O Labirinto do Fauno e Capitão Sky e o Mundo de Amanhã, infelizmente começa a perder o fôlego no decorrer do filme, culpa do roteiro irregular que reservou as boas surpresas para os primeiros dois terços do longa. Assistir a Sucker Punch - Mundo Surreal é ter a experiência em live action de alguns daqueles animes com personagens magrelas de forte apelo sexual e com tanta força quanto qualquer Mr. Olympia.

Sinopse: Baby Doll (Emily Browning) é internada em um hospital psiquiátrico por seu pai (Gerard Plunkett) após um grave acidente.
Nota: 60%

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Filmes que Andei Assistindo #11

Em Nome de Deus (Stealing Heaven, Iugoslávia / Reino Unido, 1988) - No que tange a Idade Média, a forma como diverge a prática da realidade no que se refere às práticas religiosas, muito difere dos estudos que a maioria dos estudantes teve nas maçantes aulas de história, afinal a punição de alguém dependia do interesse da Igreja Católica. Sendo assim, é bastante plausível a maioria dos acontecimentos retratados no filme Em Nome de Deus, pois há o amor proibido, a mocinha que não sabia calar a boca na hora certa, referências a práticas de sedução dignas de um ritual pagão entre outras coisas. Enfim, com estes elementos servindo de desculpa foi possível colocar algumas cenas de nudez, o defloramento da mocinha e mensagens subliminares que me fizeram pensar se o filme não poderia ser chamado de Em Nome do Caralho.

Sinopse: Baseado em fatos reais, o filme se passa no século XII e narra o conturbado romance entre o Abelard (Derek de Lint) e Heloise (Kim Thomson).
Nota: 30%

Incontrolável (Unstoppable, EUA, 2010) - A história real do acidente aconteceu em 15 de maio de 2001, poderia ser um maçante filme, mas não nas mãos de Tony Scott (Chamas da Vingança, Top Gun - Ases Indomáveis), o diretor soube transformar, com muito exagero, a história do trem desgovernado em um bom thriller. O bom elenco, entre eles Denzel Washington e Chris Pine (o Capitão Kirk da nova versão de Star Trek), segura o interesse nos intervalos em que o trem não destrói alguma coisa, destaque para a gostosona da Rosario Dawson, esta mulher é muito boa. Quem disse que os EUA precisam de um monstro como Godzilla? Eles possuem um trem! Só faltou saírem raios lasers dele.

Sinopse: Devido a uma falha humana, um trem desgovernado adquire uma grande velocidade que pode causar grande destruição em uma região povoada.
Nota: 80%

Além da Vida (Hereafter, EUA, 2010) - A minha impressão sobre Clint Eastwood é a de que quanto mais velho o incansável diretor fica, maior é a vontade dele de passar alguma mensagem através de seus trabalhos, com Além da Vida não é diferente. Como o próprio nome do filme entrega, Além da Vida trabalha um delicado tema que consiste em especular o que há depois da morte, mas sem aprofundar muito no assunto para não cair no ridículo, para isto mostra que há estudos científicos sendo realizados na área, apesar de serem de total desconhecimento da maioria das pessoas e ignorado pela quase totalidade da comunidade científica. A temática espírita pode atrair, além de curiosos, o mesmo público de filmes como Chico Xavier e Nosso Lar. A longa duração não é cansativa e achei apenas que o núcleo inglês possui a trama inferior em relação às outras.

Sinopse: O filme conta três dramas distintos: George Lonegan (Matt Damon) é um vidente que busca uma vida sem precisar recorrer a sua mediunidade, Marie LeLay (Cécile De France) é uma jornalista que passou por uma experiência pós-morte durante um tsunami e Marcus (os gêmeos Frankie e George McLaren alternando papéis) não consegue superar a morte do irmão gêmeo Jason (Frankie e George McLaren).
Nota: 80%

Chumbo Grosso (Hot Fuzz, Inglaterra / França / EUA, 2007) - Edgar Wright, Simon Pegg e Nick Frost do sensacional Todo Mundo Quase morto, o qual foi uma baita homenagem aos filmes de zumbis, em especial os clássicos de George Romero, se reuniram para homenagear, com esta película imprevisível, os filmes policiais, em especial Bad Boys 2 e o muito bom Caçadores de Emoção. A princípio trata-se de um filme aparentemente monótono, lembrando um pouco alguns momentos inteligentes dos primeiros filmes da série Loucademia de Polícia, mas com o desenrolar da trama e reviravoltas acontecendo, a história adquire um tom ágil recheado de humor com toques de sadismo.

Sinopse: Nicolas Angel (Simon Pegg) é um policial bem caxias que é transferido para uma pequena e pacata cidade interiorana, mas seu faro policial acredita que há algo estranho nela.
Nota: 80%

Stan Helsing (Stan Helsing, Canadá / EUA, 2009) - Um horroroso filme cujos únicos atrativos são as gostosas Diora Braid e Desi Lydic. No mais é um amontoado de situações constrangedoras, inclusive para um travestido Leslie Nielsen, apenas ressaltando a decadência proeminente de uma outrora brilhante carreira em engraçadíssimos filmes de humor, se rendendo a esse pastiche recheado de piadas sexistas infames, uma vergonhosa mancha em seu currículo antes de sua morte em novembro de 2010. O filme ainda tem a pachorra de satirizar idioticamente alguns dos, digamos monstros, do cinema contemporâneo. Não perca seu tempo, fuja desta porcaria.

Sinopse: Stan (Steve Howey) junto com seus amigos se aventuram em uma cidade amaldiçoada.
Nota: 0,01%

domingo, 30 de janeiro de 2011

Filmes que Andei Assistindo #10

Os Goonies (The Goonies, EUA, 1985) - Há alguns filmes que não envelhecem mal e acredito que Os Goonies seja um deles. É um filme clássico que pode agradar às gerações mais novas, pois há personagens carismáticos, vide o Sloth, bom humor, aventura, tensão, enfim, há em Os Goonies elementos suficientes para agradar qualquer público juvenil, até mesmo adulto, em qualquer tempo. Obviamente aqueles que cresceram assistindo as reprises na televisão durante a década de 80 e 90, mais raras neste século, terão um prazer maior ao reassistir ao filme, como foi o meu caso. Os extras mostrando o elenco infantil já crescido é um show a parte.

Sinopse: Mikey (Sean Astin) encontra por acaso um mapa do tesouro que pode salvar as propriedades da região em que mora, ele e os outros Goonies embarcam na aventura.
Nota: 100%

Superbad - É Hoje (Superbad, EUA, 2007) - Poderia ser mais uma comédia de adolescentes acerebrados que buscam sexo e bebidas alcoólicas, não que Superbad - É Hoje fuja desse estigma, mas o diferencial é um roteiro e direção bem trabalhados que colocam personagens loosers em situações tão sem noção, porém totalmente verossímeis, fazendo de Superbad - É Hoje um engraçadíssimo filme. Há também a consagração do nerd-mor representado na figura de Fogell (Christopher Mintz-Plasse) com seu pseudônimo McLovin.

Sinopse: Seth (Jonah Hill) promete bebidas alcoólicas para uma festa, mas é menor de idade, para isso pede ajuda a Fogell que possui uma identidade falsa para comprá-las. Logo Seth, Evan (Michael Cera) e Fogell partem em missão.
Nota: 93%

Onde os Fracos não Têm Vez (No Country for Old Men, EUA, 2007) - Sensacional violento filme dos irmãos Coen, se fosse para definir em poucas palavras seria um jogo de gato e rato. Javier Bardem como o perfeito assassino Anton Chigurh é algo espetacular, ele possui uma cara de louco, uma interessantíssima arma, um código moral bastante peculiar e um engraçado cabelo que o torna um criminoso poucas vezes visto em filmes. Simplesmente sensacional.

Sinopse: Baseado no livro de Cormac MacCarthy, o autor de A Estrada, o filme se passa nos anos de 1980 e conta a frustração de um policial, Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones) que está perto de se aposentar, perante a uma onda de violência a qual não consegue tomar qualquer atitude.
Nota: 100%

Touro Indomável (Raging Bull, EUA, 1980) - Sem dúvida alguma uma obra-prima do mestre Martin Scorsese, considerado por alguns críticos como o melhor filme dele. Touro Indomável é uma tremenda adaptação da autobiografia de Jake La Motta, aqui interpretado impecavelmente por Robert de Niro. Apesar de ter sido feito em uma época a qual o filme em cores já era popular, Scorsese resolveu filmá-lo em preto e branco, mostrando de forma bastante fiel o mundo do boxe, inclusive com cenas de luta bastante realistas e violentas, um verdadeiro show. Outro destaque fenomenal é a música tema do filme Cavalleria Rusticana: Intermezzo de Pietro Mascagni.

Sinopse: O filme narra a conturbada vida de Jake La Motta, um gênio sobre o ringue e um trator fora dele, extremamente possessivo e ciumento, sua paranoia explode contra aqueles que mais o amam e respeitam.
Nota: 100%

Inferno na Torre (The Towering Inferno, EUA, 1974) - Em uma época em que filmes catástrofes estavam na moda, aliás, continuam na moda, vide os Roland Emmerichs da vida, Inferno na Torre, um filme bem mais ou menos, era recheado de grandes astros e estrelas: Steve McQueen, Paul Newmann, Fred Astaire, William Holden, O.J. Simpson, Richard Chamberlain entre outros, mas sem dúvida alguma em meio a tanto fogo, morte e desgraça, o destaque fica por conta de Faye Dunaway e seu vestido decotadíssimo que eu insistia para que abrisse um pouco mais em meio a tanta ventania.

Sinopse: Devido a negligência, o dito então prédio mais alto do mundo, pega fogo e as pessoas que se encontram nele buscam um meio de se salvarem.
Nota: 10% para o filme e 200% para Faye Dunaway